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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

POEMA INFORMAL





Luzes apagadas

Você com o tempo se esquece como é a dor
Você definha em suas memórias e vem aquela sensação de algo conhecido
O autossofrimento despedaçando sua sanidade

Não é fácil acompanhar os segundos que estão em suas memórias
Os Segundos da decepção
A velha decepção de acreditar

As luzes finalmente estão apagadas e o show acabou
Aquilo que era fácil de ser definido é tão obscuro quando a raiva que queima
Os olhos constantemente tentam derramar as lágrimas em protesto
A garganta insiste em trancar em um ato de puro sentimento

Não quero acender as luzes novamente e encarar a realidade
Prefiro ficar de olhos fechados até quando eu conseguir
Não quero que os sentimentos entrem em erupção
Prefiro que as luzes continuem apagadas...

Autor: Pablo Henrique Prancheski

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

POEMA INFORMAL



O despertar

Chega uma hora que penso em desistir de você
De deixar meus braços livres
Não ter mais o cheiro de sua pele junto a minha
Chega uma hora que é necessário dizer algo

Talvez eu esteja muito quebrado
Sentindo-me pequeno o bastante para fugir de seus abraços

Diga algo que meu coração entenda
Talvez você consiga traduzir a língua que o coração fala
Consiga entender a linguagem do amor
Consiga me ensinar o que é necessário ser feito

O despertar de algo que já deveria estar esquecido
Um segundo sentido que já não faz muito sentido

Talvez eu acorde e perceba que tudo foi um sonho
Mas até lá deixarei você onde está e seguirei em frente
Exista uma chance de nunca mais nos vermos...
Isso seria bom demais para mim

Tenho medo de dizer coisas que farão você chorar
Mas também tenho medo de chorar por não ter dito nada a você

Apenas é um novo despertar de um velho apaixonado
Uma simples lembrança de tudo que você significou...
Chega uma hora que não quero mais acordar
Pois ter você em meus sonhos já é o bastante

Autor: Pablo Henrique Prancheski

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

POEMA INFORMAL



Sorriso


Se os momentos pudessem ser traduzidos eles seriam traduzidos com seu olhar
Apenas quero continuar te olhando mesmo que de forma estúpida
Olhar para você passando pela milésima vez por minha janela
Ver-te ir embora sem eu estar ao seu lado mais uma vez


Quando todas as linhas de nossa história estiverem tortas
Quando todas as palavras estiverem embaralhadas
É de você que precisarei ao meu lado para alinhar cada segundo
Para encontrar o lugar onde as linhas de nossa vida se tornaram uma


Quando todos meus segredos não forem mais apenas meus...
Quando os meus sentimentos não precisarem ser controlados...
Quando seu sorriso traduzir meus momentos de alegria...
Quando suas palavras me fizer repousar docemente em seu abraço...


Talvez eu deva simplesmente ter a coragem de te encarar
Parar de disfarçar de forma boba o modo como olho seus cabelos ao vento
Poder ter a coragem de ver meu reflexo dentro de seus olhos...
... A coragem suficiente pra que meu rosto esteja quase colado ao seu


Apenas sorria mais uma vez e passe seus olhos pelo meu rosto
Imagine apenas uma vez o que imagino a respeito de nós,
Ou então seremos eternos desconhecidos
Que perderam a oportunidade de encontrar a felicidade
                                   [quando ela estava bem ao nosso lado...


Autor: Pablo Henrique Prancheski