quinta-feira, 2 de agosto de 2012

POEMA DO DIA

A última rua

Eu segui muitos sonhos errados
E depositei muito do que eu tinha na pessoa errada
Talvez eu devesse ter voltado e começado novamente
Ou simplesmente seguir em frente como se nada tivesse acontecido

Não posso me deitar em meu quarto e deixar as coisas acontecerem
E enquanto todos vivem eu não vivo...
O tempo se torna mais e mais curto
Como se as paredes da minha mente fechassem,
Como se tudo que eu acreditasse se desfalecesse em ondas de fumaça

Não tenho pelo que chorar ou por que temer
Meu passado faz parte da construção para eu me tornar o que sou hoje
E mesmo que em muitas batalhas eu ainda seja o perdedor
Os caminhos que trilho me ajudam a ser o melhor de mim

Talvez eu deva andar pela última rua da minha vida
E topar com o último erro do meu caminho
Talvez eu deva encontrar a pessoa certa para me completar
E talvez seja a última vez que enfrentarei meu vazio

Quero uma fonte que não cesse
Quero um caminho com pedras de ouro para eu passar
E que para cada pedra eu possa fazer uma pessoa feliz
Para que eu possa ouvir novamente a voz que um dia me perpassou
Não quero dar dois passos involuntários

Não se pode trilhar dois caminhos
Não se pode ter duas vidas
Apenas escolher a última estrada pela qual trilhará o resto de sua caminhada
E saber que é a estrada para a eternidade

Autor: Pablo Henrique Prancheski

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